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Mostrando postagens de abril, 2022

Recortes

É o frio E a solidão Tão normal, séria, livre... É a noite quieta O chão molhado Vidas que discorrem E correm pelo chão. É o tempo Indiscreto É a poesia que rasteja As palavras sem luar O mistério sem paixão...

Noite Estrelada

A noite avança, Suave, mansa... A noite estrelada de abril... O tempo quase silente. Somente os sapos E as cigarras Cantando à noite (Quase madrugada!) Beijando a lua Tão apagada Cantando o canto Da madrugada Que vem depressa Que vem sem pressa Tão só na rua Silente passa...

Micropoema

O clima incerto... A chuva armada, O sol impera. O verde brilha, Mergulha a tarde. Em frente, a estrada Vago silêncio...

Campo

Imagem
Repousa o sol sobre a campina... O prado verdeja, sob um tom mais puro, Se impõe, reforça A poesia de lugar/refúgio... E homogêneo, molda Toda a paisagem... As aves revoam, Circundam os lagos, Arrodeiam as palmeiras, Livres, altos, Símbolos da vida plena que se expõe Com o advento do novo dia... Sob as turvas águas Ressoam peixinhos Que tantos meninos Se põem a pescar... E é nessa lida Que a vida vivida Suave, sofrida Se põe a rodar... 

Brejeiro

Soçobraram todas as tuas tentativas  De fazer valer Aquelas velhas ilusões  Aqueles sonhos que não cabem Sem a leitura completa  De toda realidade... Já não é a mesma cor  Já não há o mesmo encanto Já não se perde por amor Pois ele está em todo canto...  E é sozinho Embebido nas próprias reflexões Ali, enquanto o tempo passa, Enquanto o campo inunda Vai contemplando  A cor, o som, a vida...