Postagens

Mostrando postagens de agosto, 2021

Cretcheu

Hoje corri com e como o vento... E após o longo dia O cansaço Assola Assoma E assume os passos nessa noite fria. Paro um pouco. Contemplo as estrelas E me esqueça Sob mil conjecturas De qualquer coisa além Da tristeza Que vi brotando Pouco a pouco Em seu lindo rosto de lua...

Rapsódia Lírica

I O sorriso da morena Afagou meu coração. Vem com graça Vem com jeito Chega, encosta bem no peito... Logo o sujeito Já não sabe o que é feito Nos tempos do coração... II Segue bem capcioso, Sincero e muito manhoso, Intenso e melindroso O querer bem a ela Que a mim surge lá no monte Onde o velho horizonte Já perdido se esqueceu. III Um sorriso de lua cheia Transborda o tempo Abunda o mar... Vou seguindo calmamente. Piso as moitas desinfeliz. Sigo a fundo, vou à frente Sem temor, condescendente, Vivendo os tempos diversos Das folhas, flores e frutos, O tempo que é sempre infinito E sempre, sempre presente...

Noite Incomum

A brisa de encontro aos rostos. O céu estrelado. A lua escondida em um canto. O instante tranquilo na cidade quieta... Ouvir, falar, ouvir de novo... Partilhar o tempo, O espaço precário, Romper a bolha. Tudo isso vale muito, Mais do que se possa saber Sentir, compreender... Ao longe, as luzes Do outro lado da baía. Passado e presente confluem. Mas agora - importam apenas O vento batendo nos rostos O despir das máscaras invisíveis E o diálogo sincero, vago, subjetivo...

Noite Incomum

A brisa de encontro aos rostos. O céu estrelado. A lua escondida em um canto. O instante tranquilo na cidade quieta... Ouvir, falar, ouvir de novo... Partilhar o tempo, O espaço precário, Romper a bolha. Tudo isso vale muito, Mais do que se possa saber Sentir, compreender... Ao longe, as luzes Do outro lado da baía. Passado e presente confluem. Mas agora - importam apenas O vento batendo nos rostos O despir das máscaras invisíveis E o diálogo sincero e tranquilo...

Respostas

Não é necessário saber o que se apagou. Pouco importam palavras a mais ou a menos. Importa tocar as flores Como poeta esperançoso E não recear Aquelas velhas angústias Sob os novos instantes. Abruptamente Miro meus velhos versos, Visito idéias de outrora. No entanto, Pouco a pouco noto Que todo aquele amor Disperso em amores vãos Voa longe Já tão alto e distante Que hoje já me escondo Sorrio amarelo e deixo O azul do céu Ser força motriz De propositais disfarces Enquanto sigo livre Ou mui emaranhado Aos temores que teço e desfio Há longo tempo Por anos e anos a fio...

Melindres

Teu sorriso nasce em mim Tão belo como um novo dia Como uma muralha inteira Confrontando o céu de Alcântara, Tão real e suave Que prefiro não dizer o quanto Me toca Até com espanto Ver esses olhos inquietos... Não é pura Nem pálida E possivelmente não encarna Aquele arquétipo Estereótipo Ideal de mulher romântica. Talvez por isso eu evite O teu magnetismo Tão sutil Que não deixa De penetrar estranhamente Nos espaços que o tempo se esqueceu...

Ploc

Ploc... Caem as gotas de descontentamento Nos sorrisos que se desfolharam Há mais de ano Com os amores que se diluíram Nesse espaço tempo Intransigente Nesse céu azul Que se afirma Ilude, impõe... Ploc... Ploc... Ploc. É o passado quem grita Que o melhor de tudo Já foi Ou ainda não surgiu No meio da multidão No imponderável silêncio. Onde está o futuro? Eis o medo de não saber No dissabor - no descompasso Dos passos ainda não dados Dos sonhos crescidos - criados E naqueles que o tempo me deu...

Paternal

Entrecruzo as palavras Atravesso pelo tempo Julgo as escolhas Descultuo paixões... Vou sonhando ( Ou melhor, sentindo) Um ligeiro amor de pai Sem laços de sangue: Só o querer bem... É o amor que nasce E finca, Natural, paternal, Do cuidado. A família que a gente molda Vem do estranho, desconhecido E ao longo das estações O amor Assoma tranquilo Em todas as ruas Portas Lutando contra o vento.

A Família

A beleza de cada dia Na contradição Dos diversos passos Dispares e cadenciados Cheios de olhares Que seguem horizontes Vários, distantes Ou esperam O próximo dia que virá... Não são apenas choques De gerações, idéias. São contrastes, quimeras Em choque e fusão... Os mais velhos contando o que viram, Os mais novos mostrando o que querem, As palavras por ora atravessam Cortantes E noutro instante Suaves Como uma nova manhã... É assim que se enraíza O amor que cresce nas famílias Difícil, real, rotineiro... Não quer ser perfeito Mas possui o dom de ser Denso e verdadeiro Mesmo nos conflitos Mais que na alegria Pois todo dia Ele lá está E estável cresce Não escapa ou se esvazia... Antes, ele ensina Como começar A vida sempre de novo Mesmo que o presente Seja indiferente Àquilo que se pretende Cautelosa, sutilmente Alcançar...

A Família

A beleza de cada dia Na contradição Dos diversos passos Dispares e cadenciados Cheios de olhares Que seguem horizontes Vários, distantes Ou esperam O próximo dia que virá... Não são apenas choques De gerações, idéias. São contrastes, quimeras Em choque e fusão... Os mais velhos contando o que viram, Os mais novos mostrando o que querem, As palavras por ora atravessam Cortantes E noutro instante Suaves Como uma nova manhã... É assim que se enraíza O amor que cresce nas famílias Difícil, real, rotineiro... Não quer ser perfeito Mas possui o dom de ser Denso e verdadeiro Mesmo nos conflitos Mais que na alegria Pois todo dia Ele lá está E estável cresce Não escapa ou se esvazia... Antes, ele ensina Como começar A vida sempre de novo Mesmo que o presente Seja indiferente Àquilo que se pretende Cautelosa, sutilmente Alcançar...

A Família

A beleza de cada dia Na contradição Dos diversos passos Dispares e cadenciados Cheios de olhares Que seguem horizontes Vários, distantes Ou esperam O próximo dia que virá... Não são apenas choques De gerações, idéias. São contrastes, quimeras Em choque e fusão... Os mais velhos contando o que viram, Os mais novos mostrando o que querem, As palavras por ora atravessam Cortantes E noutro instante Suaves Como uma nova manhã... É assim que se enraíza O amor que cresce nas famílias Difícil, real, rotineiro... Não quer ser perfeito Mas possui o dom de ser Denso e verdadeiro Mesmo nos conflitos Mais que na alegria Pois todo dia Ele lá está E não se esvazia... Antes, ele ensina Como começar A vida sempre de novo Mesmo que o presente Seja indiferente Àquilo que se pretende Cautelosa, sutilmente Alcançar...

Caminhando Sobre as Pedras

Vem um raio de esperança Ao pisar nesse chão Cheio de pedras seculares E histórias perdidas pelo tempo... Vou pisando firme, Taciturno Afagando os meus sonhos Nesse dia azul tão simples Que parece ser mentira Esse rumo novo e provisório Que se faz de norte E aponta novos tempos Outros termos Um começo pra reaprender.

A Estrada

Já não chove tanto... No entanto, o sol rareia Em brilho, energia Por trás de nuvens brancas Como algodão ou sorrisos Que de tão claros Assombram Prendem, encantam... É morno o instante Com silêncios cortados Nesse constante vaivém, Encontro de ritmos diversos, Inversos Entorpecidos Em suas realidades desconexas Que pouco se percebem Na longa estrada Que acompanha os morros Os quais parecem tocar O infinito céu azul...

Tempo & Cor

Imagem
I Instante veloz, efêmero. Capturo os tons das nuvens Durante o arrebol... Já não sei como se portam Os passos sem trégua Na cidade, Já não uso palavras enxutas Ao olhar nos olhos. Já nem sei consolar Quaisquer mágoa Algum dano... Sou guardião do próprio tempo Que simplesmente - desconheço. II E vou deixando a paisagem Adentrar nos sonhos, Emergir nos ideais Escondendo as sombras De recortes marginais Em largas lembranças Dispersas como as nuvens Vagando no céu azul...