I O sorriso da morena Afagou meu coração. Vem com graça Vem com jeito Chega, encosta bem no peito... Logo o sujeito Já não sabe o que é feito Nos tempos do coração... II Segue bem capcioso, Sincero e muito manhoso, Intenso e melindroso O querer bem a ela Que a mim surge lá no monte Onde o velho horizonte Já perdido se esqueceu. III Um sorriso de lua cheia Transborda o tempo Abunda o mar... Vou seguindo calmamente. Piso as moitas desinfeliz. Sigo a fundo, vou à frente Sem temor, condescendente, Vivendo os tempos diversos Das folhas, flores e frutos, O tempo que é sempre infinito E sempre, sempre presente...