A não mais saber
Quando o sol se deita E fecha mais um dia, Guardo impressões, Aglutino palavras e sonhos. Caminham, fogem e retornam Lembranças e medos. Vejo tanto você Em cada pessoa indiferente Com passos decididos e distantes Que finjo esquecer Aceitando mentiras temporárias, Resistindo a te ligar e ouvir As palavras que nada dizem, Tua riqueza infinita em mim. Porém - ainda lembra?... A gente marcou de assistir Aquele filme duma música Com a história quase impossível Daquele drama previsto e dosado, Clichê a não mais poder Como indica o perfil no instagram, No qual o seu nome um dia lá marquei... Jogadas ao vento Ficaram as viagens Dos sonhos rasgados Por tantos medos e incertezas, Singelos tropeços, hiatos na história. O tempo caminha fatídico, Solitário, resoluto. E calmo, Conduzindo o desconhecido destino Com as algemas dos medos e incertezas.